Esta
será uma coluna periódica. E neste
primeiro artigo, é necessário
explicar que, como o título já
sugere, a Coluna da Proteção Animal
da Anclivepa-SP abordarará os assuntos
em questão, não pelo ponto de
vista dos interesses dos médicos veterinários.
Para isso, já se tem muitos outros canais,
mas sim pelo ponto de vista de quem defende
os interesses dos animais. Então, prepare-se
para ler coisas novas!
Para começar, abordaremos
um assunto bem polêmico, mas que não
poderia ficar de fora deste espaço. A
questão da proibição da
eutanásia de animais saudáveis
pelos centros de zoonoses de todo Estado de
São Paulo. Tem havido muitas reclamações
de médicos veterinários, mas o
que não se sabe é se são
realmente muitos veterinários reclamando
(pois são sempre os mesmos) ou se os
que estão reclamando é que o fazem
com muita intensidade e, assim, se fazem parecer
muitos.
A lei do Deputado Feliciano
é realmente incompleta. Não implanta
uma política pública de controle
da população canina, não
coloca verba na educação sobre
a guarda responsável, não dá
tempo nem recursos para os centro de zoonoses
se estruturarem para abrigar os animais que
não mais serão eutanasiados, não
ajuda a organizar os chamados protetores de
animais que, na prática, são pessoas
que se dedicam, entre outras coisas, a organizar
feiras de adoção. Mas no final
das contas e, apesar de tudo isso, a lei é
positiva.
A despeito da lei ser considerada
eleitoreira ou não, incompleta ou não,
estar causando mau-estar ou bem-estar aos animais
que lá estão amontoados e sem
expectativas de adoção, ela tem
o mérito de levantar uma questão:
se temos o direito ou não de eliminar
animais saudáveis que, na maioria das
vezes, nasceram por ação ou no
mínimo inação da nossa
sociedade. Estimulamos a reprodução
dos cães de raça, muitas vezes
tratados como mercadorias, e consentimos com
a reprodução dos sem raça.
E depois? Eliminamos o excedente! Isso não
parece muito certo.
A questão parece colocada
em discussão definitivamente. Para alguns
poucos veterinários, reclamar é
fácil! Mas o que nós estávamos
discutindo ou fazendo por este assunto antes
desta lei?